terça-feira, 27 de julho de 2010

EXTERMÍNIO! EXTERNAMENTE...

Nós, nossos medos e necessidades... Inforca-nos, atados todos estamos, fardados de insignificancias, insignas malditas... Fardos pesados, farrápos humanos, fartos de enganos....
As pessoas sempre serão mais importantes que ideologias criadas em tubos de ensaio...
Não podemos deixar que bandeiras se tornem mais importantes de quem as empunha.

Esse universo ainda parece pequeno para nossa humana ganancia...
Que ar respiraremos amanhã? A água matará nossa sede ou a nós mesmos?
Quem poderá chamar de “evolução” um auto estermínio? Estamos no caminho...
Exatidão, conhecimento, racionalidade... Ciência, janela para o infinito fechada!

Marcelo Reis, inverno 2010.

Ciclo

É inverno em meu jardim e as rosas estão caladas...
Não as rego com minhas lágrimas, apenas espero...
Às vezes tudo é tão tarde, tão vazio... Incertezas rodeiam-me.
Cego na escuridão... Apenas caminho... Flutuo sem direção.

O frio não importa mais, nem a fome, nem a sede...
Tudo e turvo, letárgico, pós-traumático... Estúpido acidente!
Ha sinceridade em minhas dores não em meu sorriso...
De tão rico que era apenas sobraram de alegria, resquícios.

Marcelo Reis, inverno 2010.